quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Animais do Pantanal




                Onça-pintada no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul


Devido a maior facilidade de achar alimento, a onça-pintada (Panthera onça) do  Pantanal é maior do que a da Amazônia. O felino possui um papel importante no ecossistema: seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas (em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos). Isso pode resultar como benefício para a própria população de presas. Porém, fazendeiros abatem esses predadores para proteger seus rebanhos. O desmatamento e a fragmentação do habitat são outras ameaças que contribuem para a diminuição da população da espécie

TUCANO TOCO


                Tucano-toco no Pantanal Sul, Mato Grosso do Sul

O tucano-toco (Ramphastos toco) tem um bico longo e inconfundível. É o maior predador de ovos e filhotes de aves do Pantanal. Durante a temporada de reprodução (setembro a novembro) é comum ver pequenos pássaros perseguindo e bicando tucanos, na tentativa de proteger seus ninhos. Apesar disso, os predadores são grandes dispersores de sementes e plantam as árvores frutíferas que produzem o alimento dos mesmos passarinhos que tiveram seus ninhos assaltados



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Floresta Tropical

Os bioma denominado floresta tropical, também chamado de floresta pluvial tropical, é encontrado em regiões de clima quente, com alto índice pluviométrico (quantidade de chuva) situado na faixa equatorial da Terra.
Florestas Tropicais estão concentradas próxmimas à linha do Equador.
Florestas Tropicais estão concentradas próximas à linha do Equador.
florestas tropicais no norte da América do Sul (bacia Amazônica), América Central, África, Austrália e no sul Ásia.
É o bioma mais rico, onde o crescimento não é limitado, em qualquer parte do ano, por falta de água ou por temperaturas extremas (as temperaturas ficam em médias elevadas, entre 21 e 32 ºC).

Flora

floresta tropical 2floresta tropicalA floresta tropical é a mais rica em espécies do que a maioria das outras. É difícil ocorrer uma planta ou árvore que seja semelhante às suas vizinhas. Em uma área amostrada na Austrália, 1.261 árvores contadas em 5.000 m², havia 141 espécies representadas. Para efeito de comparação, em outras áreas de floresta temperada a média é de 10 a 15 espécies.
As plantas mais abundantes são árvores, em média com 50 metros, que só se ramificam perto do topo formando um “teto”, sob o qual existe um “andar” interno formado pelas copas mais baixas. A estratificação resultante dos vários andares de vegetação origina diversos microclimas, com diferentes graus de luminosidade e umidade. As folhas são elevadas, densas e não caem (perenifólias – duradouras). Geralmente as folhas são amplas, largas (latifoliadas) e de cor verde-escura, com superfícies ventrais brilhantes, lisas e com as pontas em forma de goteira, facilitando o fluxo de água.
As raizes são superficiais e os troncos costumam ser largos perto da base, de modo que fornecem fixação ampla e firme. Há numerosas trepadeiras lenhosas, cipós e epífitas (plantas que usam tronco das árvores como superfície de apoio). As epífitas podem obter água e minerais diretamente do ar úmido da folhagem. Muitas possuem as folhas em forma de taça que capturam a umidade e restos orgânicos, algumas possuem raizes esponjosas. Certas epífitas absorvem nutrientes de organismos em decomposição nesses reservatórios. Muitos tipos de plantas como samambaias, orquídeas, musgos e líquens, exploram esse tipo de vida.
Uma grande variedade de palmeiras, cicadáceas, e samambaias, algumas das quais com 20 m ou mais de altura, crescem abaixo da folhagem. Pouca luz alcança o chão da floresta. Não há quase acúmulo de folhas, ao contrário do que ocorre nas florestas do hemisfério norte, pois, a decomposição é muito rápida. Qualquer coisa que toque o solo desaparece, é trasportada, consumida e decomposta rapidamente.
Bromélias e Tucanos são alguns exemplos de flora e fauna de uma floresta tropical.
Bromélias e Tucanos são alguns exemplos de flora e fauna de uma floresta tropical.

Fauna

Uma variedade de insetos, aves e outros animais ocupa os topos das árvores, com eles as trepadeiras e as epífitas, isso constitui a parte mais abundante e diversificada da floresta tropical.
Os mamíferos tem por característica aparecer em ambiente noturno ou habitam as árvores, como macacos e esquilos. Algumas espécies de répteis e anfíbios tem características arborícolas (habitam as árvores). No solo também vivem anfíbios, répteis, mamíferos herbíviros e mamíferos carnívoros (onças, gatos-do-mato etc.).

Solo

Os solos das florestas tropicais são geralmente pouco férteis. Muitos são constiuidos de argila vermelha, esses solos são chamados lateritas. Quando o solo laterítico é desmatado, sofre erosão rápida ou forma crostas espessas, impenetráveis que não podem ser cultivadas depois de uma ou duas estações. De regra, os solos são deficientes em minerais. A maior parte de nitrogênio, fósforo, cálcio e de outros nutrientes que ao invés de ficarem no solo, fixam-se nas plantas. Devido a deficiência desses nutrientes os solos das florestas tropicais são pobres para a agricultura.
Devido a pouca cobertura vegetal e as constantes reciclagens dos elementos químicos do solo, os nutrientes minerais são carregados pelas chuvas, em um processo chamado de lixiviação.
Fontes:
http://www.ecologiaonline.com/florestas-tropicais-no-mundo/
http://www.webartigos.com/articles/25712/1/pulsos-de-nutrientes-em-florestas-tropicais/pagina1.html

biomas

ecossistemas

Biosfera

A biosfera refere-se a região do planeta ocupada pelos seres vivos. É possível encontrar vida em todas as regiões do planeta, por mais quente ou frio que elas sejam.
O conceito de biosfera foi criado por analogia a outros conceitos empregados para designar parte de nosso planeta. De modo qual, podemos dizer que os limites da biosfera se estendem desde às altas montanhas até as profundezas das fossas abissais marinhas.
O aparecimento da espécie humana na Terra dada uns 100 mil anos, e a grande expansão das populações humanas aconteceu durante o último milênio. A presença tem interferido profundamente no mundo natural.
É necessário preservar as harmonias da biosfera, se nós não nos concretizarmos que as espécies de seres vivos, inclusive a humana mantém várias inter-relações e que a influência no mundo pode criar vários desequilíbrios.

Organização do mundo vivo

Podemos dividir o mundo vivo em estratos para um melhor entendimento da gradação da complexidade e por isto existem níveis de organização segundo os quais podemos entender o mundo vivo. Partindo do mais simples ao mais completos teremos:
Ecossistemas

Ecossistemas

Conjunto formado por uma biocenose ou comunidade biótica e fatores abióticos que interatuam, originando uma troca de matéria entre as partes vivas e não vivas. Em termos funcionais, é a unidade básica da Ecologia, incluindo comunidades bióticas e meio abiótico influenciando-se mutuamente, de modo a atingir um equilíbrio. O termo "ecossistema" é, pois, mais geral do que "biocenose", referindo a interação dos fatores que atuam sobre esta e de que ela depende.
Ecossistemas

Componentes básicos de um ecossistema

Os organismos vivos e o seu ambiente inerte (abiótico) estão inseparavelmente ligados e interagem entre si. Qualquer unidade que inclua a totalidade dos organismos (isto é, a "comunidade") de uma área determinada interagindo com o ambiente físico por forma a que uma corrente de energia conduza a uma estrutura trófica, a uma diversidade biótica e a ciclos de materiais (isto é, troca de materiais entre as partes vivas e não vivas) claramente definidos dentro do sistema é um sistema ecológico ou ecossistema. Do ponto de vista trófico (de trophe = alimento), um ecossistema tem dois componentes (que como regra costumam estar separados no espaço e no tempo), um componente autotrófico (autotrófico = que se alimenta a si mesmo), no qual predomina a fixação da energia da luz, a utilização de substâncias inorgânicas simples e a elaboração de substâncias complexas, e um componente heterotrófico (heterotrófico = que é alimentado por outro), no qual predominam o uso, a nova preparação e a decomposição de materiais complexos.
Os ecossistemas são formados pela união de dois fatores:

Fatores abióticos

O conjunto de todos os fatores físicos que podem incidir sobre as comunidades de uma certa região.

Fatores bióticos

Conjunto de todos seres vivos e que interagem uma certa região e que poderão ser chamados de biocenose, comunidade ou de biota.
Exemplo: chamava-se de micro flora, flora autóctone ou ainda fora normal todo o conjunto de bactérias e seres, os corpos que viviam no interior do corpo humano ou sobre a pele. Hoje o termo melhor usado em consonância com os termos ecológicos seria microbiota normal.

Dimensão

É muito variável a dimensão de um ecossistema. Tanto é um ecossistema uma floresta de coníferas, como um tronco de árvore apodrecido em que sobrevivem diversas populações de seres minúsculos. Assim como é possível associar todos os ecossistemas existentes num só, muito maior, que é a ecosfera, é igualmente possível delimitar em cada um, outros mais pequenos, por vezes ocupando áreas tão reduzidas que recebem o nome de microecossistemas.

Constituintes e Funcionamento

Segundo a sua situação geográfica, os principais ecossistemas são classificados em terrestres e aquáticos. Em qualquer dos casos, são quatro os seus constituintes básicos: - substâncias abióticas - compostos básicos do meio ambiente; - produtores - seres autotróficos, na maior parte dos casos plantas verdes, capazes de fabricar a sua própria substância a partir de substâncias inorgânicas simples; - consumidos - organismos heterotróficos, quase sempre animais, que se alimentam de outros seres ou de partículas de matéria orgânica, - decompositores - seres heterotróficos, na sua maioria bactérias e fungos que, decompondo as complexas substâncias dos organismos mortos, ingerem partes destes materiais libertando, em contrapartida, substâncias simples que, lançadas no ambiente. podem ser assimiladas pelos produtores.
Há grande diversidade de ecossistemas:
  • Ecossistemas naturais - bosques, florestas, desertos, prados, rios, oceanos, etc.
  • Ecossistemas artificiais - construídos pelo Homem: açudes, aquários, plantações, etc.
Atendendo ao meio físico, há a considerar:
  • Ecossistemas terrestres
  • Ecossistemas aquáticos
Quando, de qualquer ponto, observamos uma paisagem, apercebemo-nos da existência de descontinuidades - margens do rio, limites do bosque, bordos dos campos, etc. que utilizamos freqüentemente para delimitar vários ecossistemas mais ou menos definidos pelos aspectos particulares da flora que aí se desenvolve. No entanto, na passagem, por exemplo, de uma floresta para uma pradaria, as árvores não desaparecem bruscamente; há quase sempre uma zona de transição, onde as árvores vão sendo cada vez menos abundantes. Sendo assim, é possível, por falta de limites bem definidos e fronteiras intransponíveis, considerar todos os ecossistemas do nosso planeta fazendo parte de um enorme ecossistema chamado ecosfera. Deste gigantesco ecossistema fazem parte todos os seres vivos que, no seu conjunto, constituem a biosfera e a zona superficial da Terra que eles habitam e que representa o seu biótopo. Ou seja:

BIOSFERA + ZONA SUPERFICIAL DA TERRA = ECOSFERA

Mas assim como é possível associar todos os ecossistemas num só de enormes dimensões - a ecosfera - também é possível delimitar, nas várias zonas climáticas, ecossistemas característicos conhecidos por biomas. Por sua vez, em cada bioma, é possível delimitar outros ecossistemas mais pequenos. Diferentes tipos de ecossistemas:
Tundra - Característica das regiões de clima frio. Predominam musgos, líquenes, gramíneas e algumas árvores anãs.
Taiga - Clima frio, mas menos frio que o da tundra. Há mais água no estado líquido. Árvores com copas em forma de cone e com folhagem persistente. Deste modo, há melhor aproveitamento da fraca energia luminosa: os ramos superiores não fazem sombra sobre os inferiores e a fotossíntese realiza-se todo o ano (folhagem persistente).
Deserto - Clima seco e grandes amplitudes térmicas diurnas: Vegetação pouco desenvolvida e pouco variada. Animais capazes de suportar estas condições adversas.
Floresta temperada - Floresta de árvores de folhagem caduca, característica das zonas temporadas.
Savana - Pradaria característica das regiões tropicais, com algumas arvores espalhadas. Locais de pastagem para muitos herbívoros.
Floresta equatorial - Floresta luxuriante, com variadíssimas espécies de arvores de grande porte.
Alguns ocupam áreas tão reduzidas que merecem o nome de microecossistemas. Numa floresta, por exemplo, as clareiras e as zonas densas, a face voltada a norte ou a sul de um tronco de árvore, etc., apresentam comunidades bióticas distintas. Constituem pequenos ecossistemas no grande ecossistema que é a floresta - são os microecossistemas.

Fatores Abióticos

Existem elementos componentes do ambiente físico e químico que agem sobre quase todos os aspectos da vida dos diferentes organismos, constituindo o fatores abióticos. Estes influenciam o crescimento, atividade e as características que os seres apresentam, assim como a sua distribuição por diferentes locais. Estes fatores variam de valor de local para local, determinando uma grande diversidade de ambientes. Os diferentes fatores abióticos podem agrupar-se em dois tipos principais - os fatores climáticos, como a luz, a temperatura e a umidade, que caracterizam o clima de uma região - e os fatores edáficos, dos quais se destacam a composição química e a estrutura do solo.

Luz

A luz é uma manifestação de energia, cuja principal fonte é o Sol. É indispensável ao desenvolvimento das plantas. De fato, os vegetais produzem a matéria de que o seu organismo é formado através de um processo - a fotossíntese - realizado a partir da captação da energia luminosa. Praticamente todos os animais necessitam de luz para sobreviver. São exceção algumas espécies que vivem em cavernas - espécies cavernícolos - e as espécies que vivem no meio aquático a grande profundidade - espécies abissais. Certos animais como, por exemplo, as borboletas necessitam de elevada intensidade luminosa, pelo que são designadas por espécies lucífilas. Por oposição, seres como o caracol e a minhoca não necessitam de muita luz, evitando-a, pelo que são denominadas espécies lucífugas. A luz influencia o comportamento e a distribuição dos seres vivos e, também, as suas características morfológicas.

A Luz e os Comportamentos dos Seres Vivos

Os animais apresentam fototatismo, ou seja, sensibilidade em relação à luz, pelo que se orientam para ela ou se afastam dela. Tal como os animais, as plantas também se orientam em relação à luz, ou seja, apresentam fototropismo. Os animais e as plantas apresentam fotoperiodismo, isto é, capacidade de reagir à duração da luminosidade diária a que estão submetidos - fotoperíodo. Muitas plantas com flor reagem de diferentes modos ao fotoperíodo, tendo, por isso, diferentes épocas de floração. Também os animais reagem de diversos modos ao fotoperíodo, pelo que apresentam o seu período de atividade em diferentes momentos do dia.

Temperatura

Cada espécie só consegue sobreviver entre certos limites de temperatura, o que confere a este factor uma grande importância. Cada ser sobrevive entre certos limites de temperatura - amplitude térmica de existência -, não existindo acima de um determinado valor - temperatura máxima - nem abaixo de outro - temperatura mínima. Cada espécie possui uma temperatura ótima para a realização das suas atividades vitais. Alguns seres têm grande amplitude térmica de existência - seres euritérmicos - enquanto outros só sobrevivem entre limites estreitos de temperatura - seres estenotérmicos.

A Temperatura e os Comportamentos dos Animais

Alguns animais, nas épocas do ano em que as temperaturas se afastam do valor ótimo para o desenvolvimento das suas atividades, adquirem comportamentos que lhos permitem sobreviver: animais que não têm facilidade em realizar grandes deslocações como, por exemplo, lagartixas, reduzem as suas atividades vitais para valores mínimos, ficando num estado de vida latente; animais que se podem deslocar com facilidade como, por exemplo, as andorinhas, migram, ou seja, partem em determinada época do ano para outras regiões com temperaturas favoráveis.

A Temperatura e as Características dos Animais

Ao longo do ano, certas plantas sofrem alterações no seu aspecto, provocados pelas variações de temperatura. Os animais também apresentam características próprias de adaptação aos diferentes valores de temperatura. Por exemplo, os que vivem em regiões muito frias apresentam, geralmente, pelagem longa e uma camada de gordura sob a pele.
Fonte: www.herbario.com.br
Ecossistemas
Os ecossistemas podem ser definidos como unidades funcionais auto-suficientes, caracterizadas pelo intercâmbio cíclico de matéria e de energia e pela presença e perfeita interação das comunidades existentes entre si e com o ambiente físico. Nesses ambientes específicos é que ocorrem os processos de distribuição, consumo e decomposição da matéria viva.
O ecossistema é um sistema aberto e relativamente estável no tempo; as entradas de energia e matéria são representadas pela energia solar, os elementos minerais e atmosféricos e a água; as perdas ou saídas ocorrem sob forma de calor, oxigênio, gás carbônico, compostos húmicos, substâncias orgânicas arrastadas pelas águas, etc.
A maior parte dos ecossistemas formou-se através de um longo processo de adaptação entre as espécies e o meio ambiente. Estão dotados de mecanismos auto-reguladores e são capazes de resistir, ao menos dentro de certos limites, às variações do meio ambiente e às variações bruscas na densidade de suas populações.
Um ecossistema completo compreende as substâncias orgânicas e inorgânicas do meio; os organismos produtores (autotróficos), capazes de sintetizar matéria orgânica a partir do meio orgânico; os organismos consumidores (heterotróficos); os decompositores, que transformam de novo matéria orgânica em inorgânica, e também interações como:
adaptação dos organismos ao meio em que vivem;
sistema de comunicação entre os organismos vivos.
Cada elemento de um ecossistema tem um papel importante no funcionamento equilibrado de manutenção e desenvolvimento da vida e do meio.

Diferentes tipos de Ecossistemas

Em princípio, os ecossistemas podem ser agrupados em terrestres e aquáticos. Alguns autores distinguem ainda:
microecossistemas: por exemplo, um tronco de árvore caído ou de uma árvore morta;
mesoecossistemas: um bosque, um lago, uma laguna, um estuário, um manguezal;
macroecosistemas: um oceano, uma bacia hidrográfica, um maciço florestal como a Floresta Amazônica ou a Mata Atlântica.
Assim, da mesma forma que comprometemos todas as coisas nas quais mexemos sem o pleno conhecimento de seus mecanismos, estragaremos também essas preciosas moradas se começarmos a manipulá-las sem o suficiente conhecimento, ou ignorando os seus mecanismos.